terça-feira, 29 de julho de 2008

Poema Vegetariano

Couve.
Flor.
Couve-flor.
Couve em flor.
Não,
prefiro brócolis.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Sobre a água e o copo.


Um dos testes mais utilizados para 'saber' se uma pessoa é pessimista ou otimista, consiste em fazer a tal pessoa observar um copo, ou a foto de um copo, com um tanto de água, e depois responder a seguinte pergunta: "Para você esse copo está meio cheio ou meio vazio?" . Se a pessoa responde meio cheio, ela tem uma visão otimista das coisas; já se ela responde meio vazio, sua visão é pessimista.

O que vou mostrar, ou tentar mostrar, a seguir, é como esse teste não tem lógica quando se pensa um pouco utilizando a lógica.

O copo nunca está ou estará meio vazio, ou parcialmente vazio, o copo sempre está ou estará cheio, meio cheio ou pouco cheio, porque na natureza do copo ele é vazio, então se você colocar qualquer coisa no copo, de 1g a 1 litro, você o estará enchendo, e esse é o propósito do copo, sua razão de existir; o copo é um objeto vazio que foi inventado, feito, para ser preenchido, cheio, não importando a quantidade e nem com o que ele está cheio: água, leite, cerveja, areia, farinha, etc..

Sendo assim, logicamente se conclue, considerando a natureza vazia do copo, que o teste não tem fundamento, já que a pergunta só tem uma resposta: ele está meio cheio, não podendo assim servir de critério para avaliar se uma pessoa é pessimista ou otimista.

terça-feira, 8 de julho de 2008

ZzZzZzZzZzzzz.... O que é o sono ?

O sono é um estado alfa, em que você descansa e ainda sim pode fazer tudo, eu disse tudo mesmo!, o que você possa imaginar. E esse tudo passa na frente de seu olhos, e atrás de sua pálpebras, porque elas estão fechadas no caso, feito uma seqüência de imagens, um filme, mostrando um fenômeno que dentre os especialistas neurais é conhecido como sonho, já pelos gramáticos o sonho é literalmente um "h" no meio do sono; pelos filósofos, o sonho é a hora H do meio do sono; pelos economistas o sonho é a hora de acordar do sono; para matemáticos e físicos são nos sonhos que se encontram a resolução de problemas; e finalmente, para os biólogos, sonhos são muito bons, apesar de não terem sidos classificados por Linaeus e nem descritos evolutivamente por Darwin.


É no sonho que coisas do seu dia , ou semana, ou mês, ou ano, ou qualquer espaço de tempo da sua vida, mesmo que seja ela toda, se tornam "realidade", como você realmente queria que fosse na realidade. Geralmente são nas melhores horas do seu sono que você começa a sonhar, e geralmente são nas melhores horas do seu sonho que aparece um estraga prazeres infeliz pra te acordar, normalmente é o despertador, ou seu cachorro pulguento, ou o megafone do papagaio do seu vizinho, ou seu priminho chorão ou até mesmo você. São nessas horas que estamos com as pessoas que gostamos, fazendo e vivendo aquilo que ficou apenas no sonho...,no sonho...., daí puf!, tudo se apaga e você abre os olhos e se depara com um desses indivíduos ou acontecimentos acima.


Acho que deu pra entender que existem coisas que só acontecem nos sonhos e que quando acontecem, elas são interrompidas por motivos X. Agora com licença que vou dormir e tentar sonhar com algo, ou melhor alguém, ou..., ou..., é..., num sei. Acho que você deveria fazer o mesmo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Espelho


Soneto do amor platônico.


A música dos seus versos
e aquele teu olhar intenso,
arranca-me da alma, já imerso,
tão puro e nobre sentimento.


Que me transforma em um escravo
mudo, servil e obediente,
tal qual um antigo eslavo
servia seu Deus vigente.


Como abandonar tal sentimento,
que me maltrata, me faz sofrer,
transforma alegria em rancor.


Se cada vez que paro e penso,
achando que vou morrer,
mais intenso se torna esse amor.

domingo, 6 de julho de 2008

Findimundino



Estava eu sem fazer nada, aí resolvi escrever qualquer coisa que me viesse a cabeça . Comecei por escrever uma linha inútil contando que eu não tinha nada pra fazer e então pus-me a escrever. Escrevi ainda mais então este parágrafo besta que V.Sª. tem a paciência de ler.
Pulando o parágrafo altamente produtivo, tão quão informativo, caio no dilema de sobre o que escrever.....................Já sei escreverei sobre “As aventuras de Rosicréversom Cajabaja nas praias nordestinas do nordeste brasileiro das areias brancas e predas pretas com caranguejos vermeios, palmeiras verdes, cocos gelados e águas do mar”, mas antes de continuar, devo informar que sou nordestino muito pouco alfabetizado, muito curioso e calejado com e pela vida, por isso muitas vezes escrevo como falo e não como a gramática e a norma culta pedem.
Veja bem estava eu lá em um dia qualquer, como outros que passam passando assim que a gente nem sequer nota, na cidade de Findimundino, que fica no interior bem enterrado do Rio Grande do Norte, uma cidade tão escondida, mas tão escondida que nem sequer eu sei onde fica. Findimundino apesar de pequena era uma cidade a beira-mar, um lugar tão sussegado quanto baiano jantado. Um dia aparece assim, do nada, um paulista descendente de Dona Jicapora Caipaçunga Cajabaja, senhora já falecida há muito naquelas bandas, que queria conhecer a cidade de sua bisavó. Passados cerca de 15 minutos disse nunca ter visto nada mais lindo que a praia da areia branca e predas pretas com caranguejos vermeios, palmeiras verdes, cocos gelados e águas do mar, ficou tão feliz, mas tão feliz que morreu de infarte dos coração.
Tempos depois de a morte ter finalizado as aventuras de Rosicréversom apareceram uns caras por aqui, nos uniformes estava escrito P.F., daí perguntei se eles vendiam ' Prato Feito', só depois descobri que P.F. era Polícia Federal. A polícia estava investigando um caso de seqüestro de um paulista muito importante lá nos sudeste, tinha jipe, helicóptero, muita gente armada, parecia até a invasão do Iraque. Findimundino daquele dia em diante nunca mais foi a mesma, os policiais só falavam em encontrar a vítima do seqüestro um cara chamado “Y” ,mas o único cujo nome começava com y era meu vizinho Ymbirunçu Saipoqua. Perguntei se ele tinha seqüestrado alguém, mas ele jurou de pé junto pela alma de Rosicréversom, que tinha sido seu amigo por 15 minutos antes de infartar, que não foi ele.
Os policiais falaram, revistaram, interrogaram tudo e todos e ninguém sabia de nada. Meses
se passaram e nada, até que os policiais foram embora e Findimundino voltou a ser a cidade mais pacata e tranqüila do mundo.
Um dia eu andando pela rua encontrei um papel da polícia com nome, endereço e n° dos documentos da vítima, descobri então que o tal seqüestrado era mesmo o finado Rosicréversom, foi aí que decidi ir para São Paulo para esclarecer os ocorrido. Andei 150 Km no lombo de minha mula até o vilarejo mais próximo, lá vendi minha preciosa e comprei a passagem, parti nas manhã seguinte.
São Paulo, 21:00 hs., ô lugarzinho lotado!!!, parece até um formigueiro de lava-pé, nunca tinha visto tantas pessoas juntas, é estranho, porém curioso. Arrumei um lugarzinho para ficar em uma pequena pousada, passei a noite. Logo pela manhã fui a delegacia contar o que sabia, conclusão : fui preso acusado de confessar assassinato.
Passei 25 anos na cadeia, quando fui liberto a única coisa em que pensava era em voltar para Findimundino, mas como disse no início nem sequer eu sei onde fica. Daí em diante empenhei-me em descobrir onde ficava minha terra natal e conseguir uns dinheiro pra voltar para lá. Arranjei emprego de faxineiro e trabalhando de sol a sol, juntando dinheiro e pesquisando descobri onde ficava Findimundino; comprei minha passagem e parti na manhã seguinte.
Findimundino, 08:00 hs., que sossego!!!. Havia muitas pessoas que não conhecia, muitas pessoa haviam morrido, muitas crianças cresceram, mesmo assim Findimundino continuava ser a mesma velha e pacata cidade de sempre, é estranho, porém curioso. Fui andando até minha casa, continuava do mesmo modo que a 26 anos atrás, troquei-me e na saída conversei com meus vizinho Ymbiruçu Saipoqua por cerca de 15 minutos e lhe disse que estava doudo para voltar a ver as praias nordestinas do nordeste brasileiro das areias brancas e predas pretas com caranguejos vermeios, palmeiras verdes, cocos gelados e águas do mar. Ao chegar lá, lembrei-me de que não havia nada mais lindo que aquilo, fiquei tão feliz, mas tão feliz que morri de infarte dos coração.

É preciso título?